Formação sobre a IVC - Doc. 107 da CNBB - Pe. Antônio Marcos Depizolli

Formação no Regional Centro Oeste de Catequese 15 a 17/set/2017


Tema: Doc. 107 – Iniciação à Vida Cristã – Itinerário para formar discípulos missionários.
Pe Antônio Marcos Depizolli

Documento aprovado pelos Bispos do Brasil em sua 55ª Assembléia em Aparecida 2017, título e parágrafo por parágrafo. Já tem mais de 103 mil exemplares vendidos. Fruto de uma longa caminhada da igreja. Ver o vídeo da CNBB com alguns dos Bispos envolvidos.

A Igreja não deve funcionar por “gavetas”: Dízimo, Catequese, Liturgia, etc. A Iniciação a Vida Cristã deve perpassar por tudo, transformar católicos em discípulos de Jesus.

Eixos:
= a Família é o BERÇO da Iniciação à Vida Cristã
= a Comunidade Igreja é a CASA da Iniciação à Vida Cristã
= inspiração catecumenal: proporcionar um encontro pessoal com Jesus Cristo e criar um sentimento de pertença à sua Igreja
= centralidade da Palavra de Deus
= centralidade do Mistério Pascal de Cristo, a missa em comunidade, favorecer o entendimento da liturgia e seus símbolos.
= acontece por etapas: Querigma, Catecumenato, Purificação e Iluminação, Mistagogia
= a figura do introdutor: disposto a acompanhar a caminhada de fé do iniciante, mostrar Jesus, dizer de sua vida cristã para o outro, saber ser próximo (ícone João Batista). Para as crianças  pode-se chamar os padrinhos e familiares como introdutores.
= Catequese querigmática e mistagógica


Consequências :
= redimensionar o papel do catequista dentro da IVC
= agentes do processo de educação da fé: comunidade, família, introdutores, conselho pastoral paroquial, catequistas, liturgia, consagrados, diáconos, padres e Bispos.
= envolvimento da comunidade e de outras pastorais: batismo, catequese, liturgia, familiar
= refazer o calendário respeitando o Ano Litúrgico, marcando Batismos, Crisma e Eucaristia para o tempo Pascal.
= provocar questionamento – hoje se tem dificuldade
= Igreja aberta e missionária
= adaptar o itinerário que foi pensado inicialmente para adulto para as crianças e adolescentes.


Necessidades:
= elaboração e seguimento de um Projeto Diocesano de Iniciação a Vida Cristã
= “fazer as pazes” com o tempo em uma época de urgências, não fazer correndo e queimar etapas.
= formação e envolvimento para os presbíteros e agentes de pastorais
= catequistas preparados, com processo de formação estruturado (catequese, Bíblia, liturgia, espiritualidade). O catequista deve ser orientado para SER + SABER + SABER FAZER
= investimento em formadores
= novas disposições pastorais: perseverança, docilidade, sensibilidade, trabalho em equipe
= boa preparação das celebrações
= experiência orante – ter o momento do dia para rezar
= desenvolver postura de escuta, com sensibilidade real quanto à situação pessoal do indivíduo
= voltar ao essencial, ao Evangelho de Jesus. Promover um segundo Anúncio/ Querigma aos batizados e crismados.
= grupo que possa acompanhar os adolescentes pós Crisma. Metodologia, temas e periodicidade adequados.

Desafios:
= igreja acolhedora
= envolver os padres e os agentes de pastoral para caminharem juntos
= processo lento e gradual
= tem que ser um projeto paroquial e não dos catequistas da paróquia
= busca da coerência
= mudança de vida, via da ternura
= inspiração catecumenal para inserção no Mistério de Cristo
= catequizar a geração NET – compreendendo a diferença entre comunidade (interdependência) e rede (autonomia). Entender que o virtual também é real e que temos que ter comportamento adequado nas mídias (o que postar, compartilhar, como tratar os outros), pois são como espelhos do indivíduo real.
“Hoje a nova geração é a primeira que não precisa mais perguntar nada ao seu pai.” Crônica de Luiz Fernando Veríssimo – A TV estragou, o que vamos fazer? Hoje é o celular com internet.
= Rever a possibilidade de adotar a seqüência original dos Sacramentos da Iniciação : Batismo – banhar-se, Crisma – perfumar-se e Eucaristia – sentar-se. Porque os pais pedem o Batismo para seus filhos e a Crisma tem o sentido de sacramento da maturidade do Cristão?
** o enfrentamento de um conflito é oportunidade de crescimento para os envolvidos, uma graça de Deus para que seja dado um passo qualitativo no serviço pastoral mediante a escuta, o diálogo, o respeito, a aceitação, o perdão, em busca do consenso possível (papel mediador do sacerdote).

Papa Francisco – vídeo: simplicidade, proximidade, continuidade, ternura, serviço.
Ele é o exemplo das virtudes que devemos cultivar.

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